Terça-feira, Fevereiro 21, 2012
Domingo, Março 14, 2010
Acupuntura pode aliviar sintomas de depressão na gravidez
Pesquisa: Chá de papaia possui alto poder anticancerígeno
Sábado, Novembro 28, 2009
Gripe A: Uma reflexão e uma proposta
Os dois primeiros casos conhecidos da nova gripe (vírus A/H1N1, estirpe S-OIV) diagnosticaram-se na Califórnia (EUA) no dia 17 de Abril de 2009 [1].
A nova gripe não é nova por ser do tipo A, nem tampouco por ser do subtipo H1N1: a epidemia de gripe de 1918 foi do tipo A/H1N1 e desde 1977 os vírus A/H1N1 fazem parte da época da gripe anual [2]; a única coisa que é nova é a estirpe S-OIV [3] [4].
Cerca de 33% das pessoas maiores de 60 anos parecem ter imunidade a este tipo de vírus da nova gripe [5].
Desde o seu início até 15 de Setembro de 2009, morreram com esta gripe 137 pessoas na Europa e 3.559 em todo o mundo [6]; há que ter em atenção que anualmente morrem na Europa entre 40.000 e 220.000 pessoas devido à gripe [7].
Como já disseram publicamente reconhecidos profissionais de saúde – entre eles o Dr. Bernard Debré (membro do Conselho Nacional de Ética em França) e o Dr. Juan José Rodriguez Sendin (presidente da Associação de Colégios Médicos do Estado espanhol) –, os dados desta temporada, pela qual já passaram os países do hemisfério Sul, demonstram que a taxa de mortalidade e de complicações da nova gripe é inferior à da gripe anual [8].
Irregularidades que têm de ser explicadas
Em finais de Janeiro de 2009, a filial austríaca da empresa farmacêutica norte-americana Baxter distribuiu a 16 laboratórios da Áustria, Alemanha, República Checa e Eslovénia, 72 kg de material para preparar vacinas contra o vírus da gripe anual; as vacinas tinham de ser administradas à população destes países durante os meses de Fevereiro e Março; antes que qualquer destas vacinas fosse administrada, um técnico de laboratório da empresa BioTest da República Checa decidiu, por sua conta, experimentar as vacinas em furões, que são os animais que desde 1918 são utilizados para estudar as vacinas para a gripe; todos os furões vacinados morreram.
Investigou-se então em que consistia exactamente o material enviado pela casa Baxter e descobriu-se que continha vírus vivos da gripe das aves (vírus A/H5N1) combinados com vírus vivos da gripe anual (vírus A/H3N2). Se esta contaminação não tivesse sido descoberta a tempo, a pandemia que, sem base real, as autoridades sanitárias globais (OMS) e nacionais estão a anunciar, seria agora uma espantosa realidade; esta combinação de vírus vivos pode ser particularmente letal porque combina um vírus vivo com cerca de 60% de mortalidade mas pouco contagioso (o vírus da gripe das aves) com um outro que tem uma mortalidade muito baixa mas com uma grande capacidade de contágio (o vírus da gripe sazonal) [9].
Em 29 de Abril de 2009, quando apenas tinham passado 12 dias sobre a detecção dos dois primeiros casos da nova gripe, a Drª Margaret Chan, directora-geral da OMS, declarou que o nível de alerta por perigo de pandemia se encontrava na fase 5 e mandou que todos os governos dos Estados membros da OMS activassem planos de emergência e de alerta sanitária máxima; um mês mais tarde, 11 de Junho de 2009, a Drª Chan declarou que no mundo já tínhamos uma pandemia (fase 6) causada pelo vírus A/H1N1 S-OIV [10]. Como pode fazer tal declaração quando, de acordo com os dados científicos expostos acima, a nova gripe é uma realidade mais benigna que a gripe sazonal e, além disso, não é um vírus novo e ao qual parte da humanidade está imune?
Pôde declará-lo porque no mês de Maio a OMS tinha alterado a definição de pandemia: antes de Maio de 2009 para poder ser declarada uma pandemia era necessário que por causa de um agente infeccioso morresse uma proporção significativa da população. Esta exigência – que é a única que dá sentido à noção clínica de pandemia e às medidas políticas que lhe estão associadas – foi eliminada da definição adoptada no mês de Maio de 2009 [11], depois dos EUA se terem declarado em «estado de emergência sanitária nacional», quando em todo o país havia apenas 20 pessoas infectadas com a nova gripe, e nenhuma delas tinha morrido [12].
Consequências políticas da declaração de «pandemia»
No contexto de uma pandemia é possível declarar a vacinação obrigatória para determinados grupos de pessoas ou, inclusivamente, para o conjunto dos cidadãos [13].
O que é que pode acontecer a uma pessoa que decida não se vacinar? Enquanto a vacinação não for declarada obrigatória não lhe pode acontecer nada; mas se chegasse a declarar-se a vacinação obrigatória, o Estado tem a obrigação de fazer cumprir a lei impondo multa ou prisão (no estado de Massachussetts dos EUA a multa para estes caso pode chegar a 1.000 dólares por cada dia que passe sem o prevaricador se vacinar) [14].
Perante isto, há quem possa pensar: se me obrigam, vacino-me e já está, a vacina é mais ou menos como a sazonal, também não há para todos…
É preciso que se saiba que há três novidades que fazem com que a vacina da nova gripe seja diferente da vacina da gripe anual: a primeira é que a maioria dos laboratórios estão a desenhar a vacina de forma que uma só injecção não seja suficiente e sejam necessárias duas; a OMS recomenda também que não se deixe de administrar a da gripe sazonal; quem seguir estas recomendações da OMS expõe-se a ser infectado três vezes e isto é uma novidade que, teoricamente, multiplica por três os possíveis efeitos secundários, embora na realidade ninguém saiba que efeitos pode causar, pois nunca antes se fez assim. A segunda novidade é que alguns dos laboratórios responsáveis pela vacina decidiram adicionar-lhe coadjuvantes mais potentes que os utilizados até agora nas vacinas anuais. Os coadjuvantes são substâncias que se adicionam às vacinas para estimular o sistema imunitário. A vacina da nova gripe que está a ser fabricada pelo laboratório Glaxo-Smith-Kline, por exemplo, contém um coadjuvante, AS03, uma combinação que multiplica por dez a resposta imunitária. O problema é que ninguém pode assegurar que este estímulo artificial do sistema imunitário não provoque, passado algum tempo, doenças auto-imunitárias graves, como a paralisia crescente de Guillain-Barré [15]. E a terceira novidade que distingue a vacina para a nova gripe da vacina anual, é que as companhias farmacêuticas que a fabricam estão a exigir que os Estados assinem acordos que lhes garantam a impunidade no caso das vacinas terem mais efeitos secundários que os previstos (por exemplo prevê-se que a paralisia Guillain-Barré venha a afectar 10 pessoas por cada milhão de vacinados); os EUA já assinaram estes acordos que garantem, tanto às farmacêuticas como aos políticos, a retirada de responsabilidade pelos possíveis efeitos secundários da vacina [16].
Uma reflexão
Se o envio de material contaminado fabricado pela Baxter não tivesse sido casualmente descoberto em Janeiro passado, efectivamente, ter-se-ia dado a gravíssima pandemia potencialmente causadora da morte de milhões de pessoas que alguns andam a anunciar. É inexplicável a falta de ressonância política e mediática do que aconteceu em Fevereiro no laboratório checo. Ainda mais inexplicável o grau de irresponsabilidade demonstrado pela OMS, pelos governos, pelas agências de controlo e prevenção de doenças ao declarar uma pandemia e promover um nível de alerta sanitário máximo sem uma base real. É irresponsável e inexplicável até extremos inconcebíveis o bilionário investimento saído do erário público destinado ao fabrico milhões e milhões de doses de vacina contra uma pandemia inexistente, ao mesmo tempo que não há dinheiro suficiente para ajudar milhões de pessoas (mais de 5 milhões só nos EUA) que por causa da crise perderam o seu trabalho e a sua casa.
Enquanto não forem clarificados estes factos, o risco de este Inverno serem distribuídas vacinas contaminadas e o risco de poderem ser adoptadas medidas legais coercivas para forçar a vacinação, são riscos reais que em caso algum podem ser desvalorizados.
No caso da gripe continuar tão benigna como até agora, não faz qualquer sentido a exposição ao risco de receber uma vacina contaminada ou o de sofrer uma paralisia Guillain-Barré.
No caso de a gripe se agravar de forma inesperada, como já há meses anunciam sem qualquer base científica um número surpreendente de altos dirigentes – entre eles a Directora-Geral da OMS –, e repentinamente, começarem a morrer muito mais pessoas do que é habitual, ainda terá menos sentido deixar-se pressionar para ser vacinado, porque uma surpresa assim só poderá significar duas coisas:
1. Que o vírus da gripe A que agora circula sofreu uma mutação;
2. Que está em circulação outro (ou outros) vírus.
Em qualquer dos casos a vacina que se está a preparar agora não serviria para nada e, tendo em conta o que aconteceu em Janeiro passado com a Baxter, podia ser, inclusivamente, que servisse de veículo de transmissão da doença.
Uma proposta
A minha proposta é clara:
Além de manter a calma, tomar precauções sensatas para evitar o contágio e não se deixar vacinar, coisa que já se propõem muitas pessoas com senso comum no nosso país [Espanha].
Apelo a que se active com carácter de urgência os mecanismos legais e de participação cidadã necessários para assegurar de forma rotunda que no nosso país não se poderá forçar ninguém a vacinar-se contra a sua vontade, e que os que decidirem livremente vacinar-se não serão privados do direito de exigir responsabilidades nem do direito de serem economicamente compensados (eles ou os seus familiares), no caso de a vacina lhes causar uma doença grave ou a morte.
Notas:
[1] Zimmer SM, Burke, DS. Historical Perspective: Emergence of Influenza A (H1N1) viruses. NEJM, Julio 16, 2009. p. 279
[2] 'The reemergence was probably an accidental release from a laboratory source in the setting of waning population immunity to H1 and N1 antigens', Zimmer, Burke, op. cit., p. 282
[3] Zimmer, Bunker, op. cit., p. 279
[4] Doshi, Peter. Calibrated response to emerging infections. BMJ 2009;339:b3471
[5] US Centers for Disease Control and Prevention. Serum cross-reactive antibody response to a novel influenza A (H1N1) virus after vaccination with seasonal influenza vaccine. MMWR 2009; 58: 521-4.
[6] Dados oficiais do Centro Europeu para o controlo e prevenção de doenças (www.ecdc.europa.eu).
[7] Dados oficiais do Centro Europeu para o controlo e prevenção de doenças (www.ecdc.europa.eu)
[8] Cf. Le Journal du Dimanche (25 juliol '09): Debré: 'Cette grippe n'est pas dangereuse'; cf. La Razón (4 septiembre '09): Rodríguez Sendín: Cordura frente el alarmismo en la prevención de la gripe A
[9] Cf. Virus mix-up by lab could have resulted in pandemic. The Times of India, sección de ciencia, 6 marzo 2009.
[10] http://www.who.int/
[11] Cohen E. When a pandemic isn't a pandemic. CNN, 4 de mayo '09.http://edition.cnn.com/
[12] Doshi Peter Calibrated response to emerging infections VMJ 2009;339:b3471
[13] Falkiner, Keith. Get the rushed flu jab or be jailed. Irish Star Sunday, 13 septiembre '09.
[14] Senate Bill n. 2028: An act relative to pandemic and disaster preparation and response in the commonwealth. 4 agosto '09. Cf. Moore, RT. Critics rage as state prepares for flu pandemic. 11 septiembre '09. WBUR Boston.
[15] Cf. Vaccination H1N1: méfiance des infirmières. www.syndicat-
[16] Stobbe, Mark. Legal immunity set for swine flu vaccine makers. Associated Press, 17 Julio '09.
Texto publicado no sítio da Coordenadora Antiprivatização de Saúde Pública, Madrid, (www.casmadrid.org), em Setembro de 2009.
* Teresa Forcades i Vila, monja beneditina do Mosteiro de San Benedito em Montserrat, Barcelona, é doutorada em Saúde Pública, especialista em Medicina Interna pela Universidade de Nova Iorque, autora entre outros livros de «Los crimines de las grandes compañias farmaceuticas».
Quinta-feira, Outubro 01, 2009
REBELDIA
Não pode seguir as tradições, não pode continuar venerando o passado. Não há nada a venerar no passado.
Uma pessoa inteligente deseja criar um futuro, deseja viver no presente. Sua vida no presente é sua forma de criar o futuro.
Sexta-feira, Setembro 25, 2009
Hora de ACORDAR!
Dia 21 de setembro de 2009 em mais de 2600 eventos em 135 países, nós nos unimos para "acordar" os nossos líderes globais para as mudanças climáticas. A determinação e criatividade dos eventos é de tirar o fôlego, e a nossa mensagem chegou aos líderes globais e na mídia internacional. https://secure.avaaz.org/po/sept21_hub/?cl=335010013&v=4117
Segunda-feira, Setembro 07, 2009
Domingo, Agosto 16, 2009
auto-renovação
Só depois de cinco meses é que sai para o seu famoso voo de renovação. Então poderá viver por mais uns 30 anos.
in "Jóias de Sabedoria", Ilda Fontoura Pires, 2009.
Sábado, Agosto 15, 2009
Terça-feira, Junho 23, 2009
a crise segundo Einstein
A crise é a maior benção que pode suceder às pessoas e aos países, porque a crise tráz progressos.
A criatividade nasce da angústia como o dia nasce da noite obscura. É na crise que nasce a invenção, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera-se a si mesmo, sem ficar superado.
Quem atribui à crise os seus fracassos e penúrias, violenta o seu próprio talento e respeita mais os problemas que as soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência.
O inconveniente das pessoas e dos países é a preguiça para encontrar saídas e soluções.
Sem crise não há desafios, sem desafios a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há méritos. É na crise onde aflora o melhor de cada um, porque sem crise, todo o vento é carícia.
Falar de crise é promovê-la; e calar na crise é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro!
Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora que é a tragédia de não querer lutar para a superar."
Sexta-feira, Junho 05, 2009
no dia Mundial do Ambiente
reconsidere os gastos desnecessários em termos de electricidade, água, papel, plásticos, etc. etc.
tenha isso em conta sempre que vai às compras, seleccionando os produtos mais amigos do ambiente, em termos de composição e embalagem, etc.;
recicle os materiais, abandonando a ideia de que paga uma taxa de separação de lixo e que por isso os outros o devem fazer por si. os outros não o farão e o Ambiente não tem culpa disso;
não polua o ambiente, não deite lixo para o chão, ninguém é obrigado a limpá-lo por si;
adopte medidas em casa para reduzir os consumos de água, gás e electricidade; verá as suas despesas diminuirem;
reduza ou elimine o consumo de animais; eles nasceram para dividir o Planeta connosco, nunca para serem maltratados...
não abandone nem maltrate os animais em geral; não se desresponsabilize de algo que assumiu como 'seu' só porque lhe é conveniente, partindo do pressuposto que outros tomarão conta das ocorrências;
seja conscencioso e olhe à sua volta. o que vê é harmonioso?
olhe para os seus pés e considere que tipo de pegada quer deixar neste Planeta.
será essa a sua valência.
Segunda-feira, Maio 18, 2009
uma resposta que recebi ao filme Chicken a La Carte
Marta, eu deveria ter-me chocado e me emocionado ao ver "Chicken a la carte". Mas não foi isso o que aconteceu.
No meu dia-a-dia no Rio de Janeiro, vejo cenas bem mais chocantes. Como trabalho até tarde da noite no centro da cidade, toda vez ao sair do trabalho, vejo dezenas de latões de entulhos e restos do lado de fora das lojas e restaurantes, aguardando a chegada dos caminhões que levam o lixo para os aterros sanitários. O cheiro às vezes é insuportável, principalmente no calor do verão, onde os alimentos feitos no dia se estragam em poucas horas. Vejo ratos e baratas se esgueirando próximo aos latões de lixo, sobre calçadas, ruas e pavimentos, tão entulhados de dejetos que em certas ruas o lixo nos latões forma um contínuo com o lixo que se espraia sobre as calçadas. Nas canaletas e poças acumula-se um líquido escuro, fétido e azedo do chorume que escorre dos sacos e tambores de lixo. No meio da noite, eu vejo vultos furtivos remexendo esses grandes latões e removendo e espalhando o lixo indolentemente sobre o chão. São seres humanos maltrapilhos, a raça dos abandonados, a etnia dos deserdados, pois neles a cor da pele graxenta e dos cabelos emaranhados se ocultam sob uma espessa camada de sujeira e fuligem que os tornam todos iguais. As roupas em trapos e a total estado de abandono faz-me sentir dificuldade às vezes em distinguir-lhes o sexo. Pegam então com as mãos crestadas de uma graxa escura os restos de comida que se avolumam nos latões e com cuidado tentam selecionar as partes que ainda se encontravam acondicionadas em embalagens de alumínio, papel ou plástico e as colocam em uma lata de tinta usada e enferrujada para aquecerem a comida ou levá-la para um canto onde não sejam molestados por outras pessoas durante sua "refeição". O que me "chocou" no filme "chicken a la carte" foi ver que eles comiam comida ainda feita na noite anterior e relativamente "fresca" e "saudável". O que me chamou a atenção também foi haver uma pessoa encarregada de fazer a coleta comunitária dos alimentos antes que fossem atirados nos latões de lixo com a concessão dos gerentes dos restaurantes. Puxa eu pensei, quanta "humanidade" e "gentileza" dos gerentes destes restaurantes! Quanta organização desta comunidade! A comida não está coberta de detritos a ponto das pessoas não precisarem esquentar os alimentos em pequenas fogueiras como vejo aqui no Rio, para diminuírem o risco de contaminação nas refeições. Os mendigos e pedintes não são enxotadas e escurraçados pelos pedestres na rua e nem mesmo são obrigados a "pescar" seus alimentos nos latões de lixo. Aqui no Rio, não há muita diferença entre um cachorro vira-lata e um mendigo na sua busca por comida. Por sinal, é comum eu ver mendigos terem um cachorro por companhia pois são os únicos animais que lhes devotam afeição e por quem eles também podem verter o seu afeto. Imagine tudo o que você viu em circustâncias muito mais desumanas e de solidão e você começará a ter uma vaga idéia do que eu vejo diariamente. Acrescente o cheiro fétido de comida azeda e estragada, o odor pungente que se desprende dessas pessoas que por semanas ou meses não tem chance de tomar um banho ou direito a uma muda de roupa e você começará a entender porque eu vi "chicken a la carte" com um olhar reflexivo e ponderado. Mais do que a miséria a cores, eu vi lampejos de solidariedade e organização, que com certeza muito significam para que já tem tão pouco. Muitos aqui no Rio e outros brasileiros negarão o que aqui grafo, mas tenha certeza de que quem escreve este texto não vira o rosto de lado, muito pelo contrário, fotografa com olhos da alma para ser a testemunha ocular de quem não vê essa realidade.
Quarta-feira, Abril 22, 2009
Terça-feira, Março 10, 2009
Liberta-me!!!
NÃO TENHA RECEIO DE MOSTRAR AQUILO EM QUE ACREDITA, EM PROL DE UM MUNDO MELHOR.
A HUMANIDADE JAMAIS SERÁ JUSTA E FELIZ ENQUANTO OS SERES HUMANOS SE EXPLORAREM UNS AOS OUTROS, ENQUANTO UTILIZAREM OS ANIMAIS COMO OBJECTOS, ENQUANTO NÃO RESPEITAREM O MEIO AMBIENTE EM QUE VIVEM.
NÃO VIRE AS COSTAS. UMA IMAGEM VALE MAIS DO QUE MIL PALAVRAS.
VEJA. EMOCIONE-SE. DIVULGUE.
O PLANETA AGRADECE.
Domingo, Fevereiro 22, 2009
(boas) notícias para o Ambiente

- Miele inaugura a sexta lavandaria Aquacare, cujo sistema de limpeza trata a roupa com detergentes biodrgradáveis, sem componentes nefastos para o Ambiente.
- Funeral Ecológico: o fim da vida implica frequentemente o consumo de líquidos de embalsamento e de grande quantidade de outros recursos. Uma alternativa, é o movimento a favor dos "enterros verdes", que começou em Inglaterra da década de 1990 e se espalho pelo mundo desde então. São utilizados apenas materiais biodegradáveis, como papel, de jornal reciclado, em mortalhas, caixões e urnas crematórias. Um número crescente de cemitérios recebe clientes que pretendem que os seus restos mortais sejam devolvidos à terra sob um solo destituído de lápides ou mausoléus. Existe pelo menos um cemitério ecológico no deserto, onde as sepulturas não se encontram assinaladas. Um dispositivo GPS regista o local.Consórcio Português apresenta projecto de azulejos solares fotovoltaicos: trata-se do desenvolvimento de novos produtos cerâmicos multifuncionais, em que se conjugam as funções estéticas com as funções técnicas de produção de energia, de modo a promover a sustentabilidade na construção.
Quinta-feira, Fevereiro 19, 2009
as correntes do pensamento
"Todo o vosso corpo, desde a ponta de uma asa, até à ponta de outra asa, … não é mais do que o vosso próprio pensamento, numa forma que podem ver. Quebrem as correntes do pensamento e conseguirão quebrar as correntes do corpo.”
Terça-feira, Fevereiro 10, 2009
Parto Humanizado

Existe em Portugal uma Associação que promove a humanização do parto. No site da organização pode ler-se:
"A HumPar - Associação Portuguesa Pela Humanização do Parto é uma associação civil, sem fins lucrativos, que tem como principal objectivo a Humanização do Parto em Portugal, através da divulgação de informação que promova alterações e melhorias significativas no atendimento às grávidas e suas famílias durante a gestação, parto e pós parto, com o objectivo de atingir os níveis óptimos de atendimento já existentes em diversos países desenvolvidos que têm como modelo preferencial o Parto Humanizado, seja ele realizado em hospitais, no domicílio ou em casas de parto."
Num parto humanizado, dá-se ao casal liberdade de escolha, quando se trata de um parto normal. A mulher fica em casa ou num ambiente acolhedor e amoroso que propicia um nascimento calmo, sem stress, sem correrias, a seu tempo e sem a obrigação de protocolos. A mulher sente a sua intimidade respeitada.
Se não se vê a ter um filho num hospital público, ou se o fez e não gostaria de voltar a passar pela mesma experiência, saiba que em Portugal já existem outras opções.
Poderá requerer assistência antes e pós parto, bem como o serviço de uma parteira profissional e qualificada para o efeito.
O parto não tem de ser um momento de dor indescritível, só apaziguado com uma epidural. O parto pode ser um momento lindíssimo e único, que toda a mulher deveria ter o direito de vivenciar.
HumPar - http://www.humpar.org/
Nascer Cá Dentro - http://nascer-ca-dentro.blogspot.com
Orgasmic Birth - http://orgasmicbirth.com/
Sabia que no atendimento ao parto normal, a Organização Mundial de Saúde:
Desaconselha:
. o uso rotineiro de enema, o exame rectal e a raspagem dos pêlos púbicos;
. a restrição sistemática de líquidos durante o trabalho de parto;
. a infusão intravenosa rotineira em trabalho de parto;
. a inserção profilática rotineira de cânula intravenosa;
. os exames vaginais frequentes e repetidos, especialmente por mais de um prestador de serviços;
. a cateterização da bexiga;
. o uso rotineiro da posição deitada com ou sem estribos durante o trabalho de parto e parto;
. a correcção da dinâmica do trabalho de parto e a utilização de oxitocina;
. o estímulo para o puxo quando se diagnostica a dilatação completa, antes que a própria mulher sinta essa necessidade espontaneamente;
. os esforços de puxo prolongados e dirigidos durante o período expulsivo, se as condições maternas e do feto forem boas e se houver progresso do trabalho de parto;
. as massagens ou distenção do períneo durante o parto;
. o uso liberal ou rotineiro de episiotomia;
. a revisão e lavagem rotineira do útero depois do parto.
Aconselha:
. a redacção de um Plano de Nascimento determinando onde, como e por quem o parto será realizado;
. o respeito da escolha da mãe sobre o local do parto, após ter recebido as necessárias informações;
. o fornecimento de assistência obstétrica em local onde o parto seja viável e seguro e onde a mulher se sinta confiante;
. o respeito pelo direito da mulher em relação à privacidade no local do parto;
. o apoio empático pelos prestadores de serviços durante o trabalho de parto e parto;
. o respeito pela escolha da mulher quanto ao acompanhante durante o trabalho de parto e parto;
. a oferta à mulher de todas as informações e explicações que ela necessitar e desejar;
. a oferta de líquidos por via oral durante o trabalho de parto e parto;
. o uso da monitorização fetal com auscultação intermitente;
. o uso de métodos não invasivos como massagens e técnicas de relaxamento, em vez de métodos farmacológicos para alívio da dor durante o trabalho de parto e parto;
. a liberdade de posição e movimento durante o trabalho de parto;
. o estímulo a posições não deitada durante o trabalho de parto e parto;
. o contacto precoce pele a pele entre mãe e bebé e o início da amamentação na primeira hora do pós-parto.
Quinta-feira, Janeiro 22, 2009
Osho
"Diz-se que um rio, antes de cair no oceano, treme de medo. Ele olha para trás, para toda a jornada, os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar nele é desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira.
O rio não pode voltar.
Nem você pode voltar.
Voltar é impossível na existência: Você pode apenas ir em frente. O rio precisa se arriscar e entrar no oceano. E, somente quando ele entra no oceano, o medo desaparece; porque, apenas então, o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano.
Por um lado é desaparecimento e, por outro, é uma imensa ressurreição."
Sexta-feira, Janeiro 16, 2009
Terça-feira, Janeiro 13, 2009
Domingo, Dezembro 21, 2008
Quarta-feira, Novembro 26, 2008
chá energizante
RECEITA PARA UMA CHÁVENA:
3 sementes de cardamomo picadas
3 cravinhos
um pau de canela (meio se for grande)
Ferver durante 10ms e tomar de manhã apenas.
ALTERAÇÃO: RECEITA DE CHÁ AYURVÉDICO
canela + raiz de gengibre + cravo-da-índia + cardamomo + pimenta
ALGUMAS PROPRIEDADES/EFEITOS:
mucolítico e expectorante; carminativo.
Cravo-da-Índia: digestivo, analgésico, carminativo, anti-inflamatório, anti-séptico, estimulante mental e físico.
Gengibre: cardiotónico, anti-inflamatório, analgésico, mucolítico, anti-bacteriano, expectorante, anti-hemético, anti-histamínico, anti-oxidante, diaforético, carminativo, estimula a circulação, abre o apetite.
Pimenta preta: permite uma boa absorção de minerais (selénio, cálcio, magnésio...), muito útil na osteoporose, estimula o Estômogo e suas enzimas, hipotensor.
NOTA1: Nenhuma destas indicações é dada como substituto de qualquer medicamento, o que nunca deve fazer sem aconselhamento profissional.
NOTA2: Não tomar em caso e gravidez.
Segunda-feira, Novembro 24, 2008
cancro segundo a Medicina Tradicional Chinesa
De acordo com a perspectiva da Medicina Tradicional Chinesa, o cancro é uma desordem sistémica e o crescimento incontrolado de células malignas constitui apenas uma parte das complexas manifestações que se verificam no organismo. Os indivíduos podem apresentar certas disfunções no funcionamento dos órgãos, meridianos e demais compostos orgânicos. A Medicina Chinesa acredita que o desenvolvimento das células malignas se deve sobretudo a um organismo enfraquecido, o que torna o indivíduo susceptível a diferentes alterações cancerígenas. Quando múltiplos factores agem repetidamente no corpo levando à desarmonia interna e à disfunção dos órgãos, causam a acumulação de substâncias consideradas patológicas, e estas irão induzir o desenvolvimento anormal de determinadas células.
Como factores incluímos sobretudo o estilo de vida, a alimentação e as emoções; afectando o sangue e a energia vital do indivíduo durante um longo período. As abordagens alopáticas Ocidentais, como a intervenção cirúrgica, radiação ou quimioterapia, possuem como objectivo principal afectar as células cancerígenas, manifestando menor interesse sobre a condição global do organismo. Desse modo, estas abordagens também provocam dano num corpo já de si enfraquecido. Não se afirma, contudo, que estas intervenções não devam ser feitas quando realmente necessárias, aliás a Medicina Ocidental age directa e rapidamente no sintoma; mas é importante não esquecer que se a causa não for irradicada, essa patologia poderá voltar a manifestar-se e que após este tipo de tratamento/intervenção o organismo deverá ser reequilibrado.
Baseados numa visão holística desta patologia, os profissionais de Medicina Tradicional Chinesa actuam com base em diferentes terapias como a acupunctura, massagem, fitoterapia e dieta, com vista ao reequilíbrio do organismo e o alcance da homeostasia.
As abordagens da Medicina Tradicional Chinesa são menos agressivas; são seguras e maioritariamente eficazes. Ajudam a controlar os sintomas e a elimnar as causas, diminuem o tempo de recuperação, aumentam a percentagem de sobrevivência e a qualidade de vida.

The Tree of Life, Gustav Klimt
Quarta-feira, Novembro 12, 2008
vida interior
A vida interior representa, atualmente, uma das dimensões mais esquecidas da humanidade. Urge resgatá-la, pois nela se encontra serenidade e o sentimento sagrado da dignidade.
Primeiramente, importa aclarar a palavra interior. Ela é o reverso do exterior. A vida possui uma dimensão exterior. É a nossa corporalidade. A cultura moderna inflacionou a exterioridade através de todos os meios de comunicação. O mundo das pessoas foi totalmente devassado.
Mas existe também o interior. Geralmente o interior é aquilo que não se vê diretamente. Podemos conhecer e até nos fascinar pelo exterior de uma pessoa, por sua beleza e inteligência. Mas para conhecê-la, precisamos considerar o seu interior, seu coração, seu modo de ser e sua visão de mundo. Só então podemos fazer juízos mais adequados e justos sobre ela.
Interior possui ainda um significado de qualidade de vida. Assim dizemos que a vida no interior é mais tranqüila, mais integrada na comunidade e na natureza, no fundo, com mais possibilidade de nos fazer felizes. É que a vida no interior não está sujeita à lógica da cidade com o ir e vir das pessoas e com a parafernália técnica e burocrática e as ameaças de violência.
Por fim, interior significa a profundidade humana. Este interior, o profundo, emerge quando o ser humano pára, faz silêncio, começa a olhar para dentro de si e a pensar seriamente. Quando coloca questões decisivas como: que sentido tem minha vida, todo esse universo de coisas, de aparelhos, de trabalhos, de sofrimentos, de lutas e de prazeres? Há vida para além da vida, já que tantos amigos morreram, às vezes, de forma absurda, em acidentes de carro e por bala perdida? Por que estou neste planeta pequeno, tão belo, mas tão maltratado?
Quem oferece respostas? Geralmente são as religiões e as filosofias, pois sempre se ocupam com estas questões. Mas é ilusório pensar que com a freqüência aos cultos ou com a adesão a alguma visão de mundo se garante vida interior. Tudo isso importa, mas só na medida em que produzir uma experiência de sentido, uma comoção nova e uma mudança vital.
Vida interior não é monopólio das religiões. Estas vêm depois. Vida interior é uma dimensão do humano. Por isso é universal. Está em todos os tempos e em todas as culturas.
As religiões cumprem sua missão quando suscitam e alimentam a vida interior de seus seguidores, quando lhes criam condições de fazerem a viagem para o seu interior, rumo ao coração onde habita o Mistério. Vida interior supõe escutar as vozes e os movimentos que vêm de dentro. Há um eu profundo, carregado de anseios, buscas e utopias. Há uma exigência ética que nos convida para o bem, não apenas para si mesmo pessoalmente, mas também para os outros.
Há uma Presença que se impõe, maior que a nossa consciência. Presença que fala daquilo que realmente conta em nossa vida, daquilo que é decisivo e que não pode ser delegado a ninguém. Deus é outro nome para esta experiência que preenche a nossa busca insaciável.
Cultivar esse espaço é ter vida interior. O efeito mais imediato desta vida interior é uma energia que permite enfrentar os problemas cotidianos sem excessivo estresse. Quem possui vida interior irradia uma atmosfera benfazeja e confere repouso àqueles que estão à sua volta.
Alimentar vida interior, como sempre repete Arthur da Távora em seu programa de televisão "Quem tem medo de música clássica" é não ter mais solidão. A solidão é um dos maiores inimigos do ser humano, porque o desenraiza da conexão universal. A vida interior o religa ao Todo do qual é parte.
Leonardo Boff
Quinta-feira, Novembro 06, 2008
Precisa de Energia? Mãos à Obra!

Excerto da Entrevista de João Carlos Melo ao Jornal O Aveiro
OA: O que é o Reiki?
Se a matéria é energia condensada, e você e eu somos matéria, além de outras coisas somos, então, energia. Só que a energia que anima o ser biologicamente vivo (humanos, animais e plantas) é uma categoria específica de energia chamada energia vital. A sílaba japonesa 'ki' da palavra Reiki, signigica 'energia vital' em português. Nós somos compostos por essa energia vital e sustentados por ela.
(...)
Gastamos energia vital mas, se a gastamos, é um pressuposto da Natureza que a repomos. Como? Através do Reiki? Não, a natureza não pressupõe a prática do Reiki. O que ela pressupôs foram algumas formas absolutamente naturais de se repor essa energia.
OA: Como?
JC: Através da ingestão de produtos vegetais in natura, sólidos e líquidos, e através da alimentação gasosa, que é a sua respiração. Quando você respira, não se nutre só de oxigénio, isso é a visão dos ocidentais. Os orientais percebem que a energia vital existe na atmosfera e que quando você inala também inala enegia vital.
Há um pressuposto na Natureza que é a saúde perfeita. A doença é um sinalizador de um desvio. Quando nos desviamos do trajecto original que iria sustentar essa saúde permanentemente, adoecemos. A doença traz em si um código que nos ajuda a entender porque é que nos desviamos.
OA: O que o Reiki faz é ajudar o processo natural de recomposição energética?
JC: Exactamente. O Reiki é uma prática que repõe as cargas de energia vital; é um 'suplemento' de energia vital.
OA: Trabalha-se muito a vertente psicologica e emocional?
JC: Psicológica, emocional e consequentemente física. O corpo físico que valorizamos é o palco onde esse teatro é encenado. É ele que dá o suporte para esse teatro ser encenado. Por trás, há um roteiro, um argumento e os actores que estão nesse palco. O palco é o seu corpo físico e se só cuidamos do palco não mudamos a peça.
OA: Trata-se então de uma terapia baseada na manipulação de energia?
JC: Transmissão de energia vital. A prática do Reiki é uma cação de transmissão de energia vital, de onde ela está disponível, ou seja, a atmosfera, para onde ela é necessária: um corpo biologicamente vivo.
OA: Há hospitais no estrangeiro que já incorporam o Reiki como complemento.
JC: Em Madrid há hospitais públicos que praticam Reiki. Os Estados Unidos da América têm vários hospitais com Reiki. Portugal oficialmente não tem. Entretanto, em Março passado realizei uma palestra no Hospital do Barreiro, e três enfermeiras que são reikianas sugeriram à direcção do Hospital um projecto para aplicação de Reiki aos doentes. Está e, estudo pela nossa equipe um convite de um Hospital no Algarve que deseja realizar um curso para médicos e enfermeiros, porque querem desenvolver um projecto internamente. (...)
psicoterapeuta em Bioenergética, consultor da Associação Ser Vida em Portugal
coordenador geral da ONG Reiki com Você! no Rio de Janeiro
e idealizador do Projecto Reiki Sem Fronteiras
Quarta-feira, Outubro 29, 2008
os tesouros mais importantes
Domingo, Outubro 26, 2008
Crianças
"Num mundo melhor, todas as famílias aprenderão com as crianças. Você tem muita pressa de as ensinar. Ninguém parece aprender com elas, e elas têm muito para lhe ensinar.
Só porque é mais velho e poderoso começa a fazê-las iguais a si, sem sequer pensa no que é, onde chegou, qual é o seu status no mundo interior. Você é um pobre; e também quer o mesmo para o seu filho?
Mas ninguém pensa; caso contrário, as pessoas aprenderiam com as criancinhas. As crianças trazem muitas coisas do outro mundo porque são recém-chegadas. Transportam o silêncio do útero, o silêncio da própria existência."
Sexta-feira, Outubro 17, 2008
Desejo-te Tempo!
fOTO: Sérgio Leitão in www.olhares.com/sergioleitao7Não te desejo um presente qualquer.
Desejo-te somente aquilo que a maioria não tem.
Tempo, para te divertires e para sorrir;
Tempo para que os obstáculos sejam sempre superados
E muitos sucessos comemorados.
Desejo-te tempo, para planear e realizar,
Não só para ti mesmo, mas também para doá-lo aos outros.
Desejo-te tempo, não para ter pressa e correr,
Mas tempo para encontrares a ti mesmo,
Desejo-te tempo, não só para passar ou para vê-lo no relógio,
Desejo-te tempo, para que fiques;
Tempo para te encantares e tempo para confiar em alguém.
Desejo-te tempo para tocar as estrelas,
E tempo para crescer, para amadurecer.
Desejo-te tempo para aprender e acertar,
Tempo para recomeçar, se fracassar.
Desejo-te tempo também para poder voltar atrás e perdoar.
Para ter novas esperanças e para amar.
Não faz mais sentido protelar.
Desejo-te tempo para ser feliz.
Para viver cada dia, cada hora como um presente.
Desejo-te tempo, tempo para a vida.
Desejo-te tempo.
Tempo.
Muito tempo!
Quarta-feira, Outubro 01, 2008
Cobranças - Fabrício Carpinejar
Pedir um abraço, cobrar um beijo e exigir carinho não combinam com o amor. A cobrança aniquila com a possibilidade de oferecer e de receber o afeto. Como beijar depois de escutar "não me dás mais beijo"? Como transar depois de ouvir "não transas mais comigo"? O que é voluntário vai parecer obrigatório, o que é escolha vai parecer induzido, o que é vontade vai parecer condicionamento. Por que transformar a convivência em coleta de impostos? Será que não se está levando o trabalho para casa, a empresa para a casa, o demônio do cartão-ponto para dentro da carne? Qual é o prazer de pressionar, de impor resultados e regras, de controlar o que é para ser incontrolável? Por que difamar a única verdade que se tem?
É fácil perguntar, difícil é ouvir a resposta sem se mexer, até o final. É fácil atacar para aumentar a culpa, difícil é compreender sem defesas. Cobrar afeto é pior do que agredir fisicamente. Incha mais do que um tapa na cara. É cortar as palavras mais do que os lábios. Assume-se a condição de credor, como se o amor fosse uma dívida. Assume-se uma posição superior em relação ao cobrado. Uma posição hierárquica, de chefe reivindicando o cumprimento dos prazos. Não se cobra o que é espontâneo. Entra-se no solo movediço e insano do recalque. O recalque é uma carência que não conversa mais. É uma carência arrogante, cleptomaníaca, que furta do amor para gastar com a solidão.
Não estou me referindo ao ciúme. A cobrança por afeto não decorre do ciúme, da insegurança, mas se origina no excesso de segurança que beira o autoritarismo. Representa a posse, a mania totalitária de não permitir as imperfeições e desejos contrários. Ah, se a pessoa com quem amamos não está a fim de um beijo ela não me ama mais! Que exagero infantil. Toda hora se deseja ouvir 'eu te amo" como se o amor fosse chiclete para ocupar a boca. Talvez seja mais linguagem de sinais. Depende de reciprocidade, de atmosfera, do outro estar com a cabeça leve e descomplicada para fluir. Não depende só da gente. Nem sempre se está disposto a viver em voz alta. Há períodos destinados a sussurros e cochichos.
Não se pode amar por caridade ou por orgulho, senão cobraremos. Assim como é necessário diferenciar a expectativa do amor, a euforia da alegria, a depressão da dor, pois são sentimentos bem diferentes.
Deve-se tomar cuidado para que não seja criado dentro alguém que não existe fora. Ou criar fora alguém que não existe dentro. O amor não é versão de Windows que é atualizado a cada ano para girar mais rápido. O amor é lento mesmo.
Sábado, Setembro 20, 2008
lenda chinesa
No primeiro ano, o discípulo vigiava o campo para que nunca faltasse a água necessária. O arroz cresceu forte, e a colheita foi boa.
No segundo ano, ele teve a idéia de acrescentar um pouco de fertilizante. O arroz cresceu rápido, e a colheita foi maior.
No terceiro ano, ele usou mais fertilizante. A colheita foi maior ainda, mas o arroz nasceu pequeno e sem brilho.
Então o mestre advertiu-o:
“Se continuares a aumentar a quantidade de adubo, não colherás nada de valor no próximo ano. Tu fortaleces alguém quando ajudas um pouco. Mas enfraqueces e podes até estragá-lo se ajudares muito”.
Domingo, Setembro 14, 2008
Acupunctura no Brasil
(...)
Achei quase inconcebível que na Europa, tradicionalmente bem mais vanguardista que os Americanos, ainda houvesse tanta controvérsia em relação à legalização da Acupuntura ou do uso da Apiterapia. No Brasil, a Acupuntura e a Homeopatia são consideradas especialidades médicas reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina e amplamente respeitadas pela comunidade médica da mesma forma que a Endocrinologia ou Cardiologia.
A fitoterapia por aqui recheia as prateleiras das farmácias e quase todos os brasileiros preferem primeiro optar pela fitoterapia do que pela farmacoterapia alopática. Também é muito difundido tanto nas capitais quanto em vilarejos mais ermos o uso da Homeopatia. A acupuntura está rapidamente ganhando um número incrível de adeptos e entre nós médicos já nem nos damos tempo a perder com divagações sobre sua validade.
Eu acho que a riqueza natural com milhares de espécies de plantas, a herança da cultura farmacopéica legada pelos índios nativos somados ao próprio conhecimento fitoterápico dos negros que aqui aportaram como escravos e posteriormente a maciça migração japonesa tornaram tão difundidas tais práticas aqui, assim como abriram nossas mentes para uma mentalidade bastante liberal sobre estes assuntos.
Realmente a apiterapia é ainda aceita com muita reserva na comunidade médica brasileira mas amplamente aceita pela população de pacientes portadores de doenças auto-imunes e que precisam de uma solução imediata pois não há opções e nem muito tempo para eles. Ou se submetem ao tratamento ou vão terminar numa cadeira-de-rodas ou cegos ou mesmo irem a óbito por insuficiência respiratória.
Eu peço por favor para que exorte junto aos seus colegas que tentem iniciar tal trabalho pois muitas centenas de pessoas poderão ter suas vidas prolongadas e melhorar a sua qualidade de vida com esta terapia.
Juro que fiquei chocado ao saber que tamanha mentalidade retrógrada ainda existe em Portugal e talvez em outros países da CE.

mensagem de um amigo
Texto escrito às 18:00 no dia 05/08/08
Já notaram que que os sons das palavras emitidas por um chinês, um russo, um americano ou alemão são absoluta e inconfundivelmente distintas, mesmo que não tenhamos as mínimas noções de quaisquer destas línguas? Entretanto, nós, humanos, por excelência seres sentientes, somos dotados todos dos mesmos órgãos de fonação. Esta premissa é correta na medida em que um nascituro de quaisquer uma dessas nações, uma vez educado em outra língua será capaz de falar qual nativo num prazo que não um ou dois anos. Entretanto, curiosamente vocês já se deram conta de que as emoções humanas vocalizadas na forma de um grito por socorro, um pranto de dor, o riso farto e espontâneo, transcendem a limitação de todas as línguas? Mais ainda, transcendem até mesmo as barreiras seculares do tempo, cultura ou da história?
Gestos humanos seguem consoante o mesmo padrão. O sorriso espontâneo, o abraço solidário que nos envolve em conforto, os gritos dissonantes de indignação e de dor, a fadiga apática, indolente nas rugas, os abraços amigos, os apertos de mãos, os sorrisos cúmplices, jovens, que consolidam a união. Mãos espalmadas, contritas, molhadas, de suor ou de lágrimas pedindo ajuda, exultando o sagrado, excomungando a dor. E de todos os gestos o mais elevado. É o sopro, é o embalo, é o olhar, é o afago, é o beijo silente ou o beijo estalado que expressam o mais profundo de todos os sentimentos. Palavra que dispensa apresentação, que carece de definição tamanha a sua abrangência, a sua força, excelência, bondade e perfeição. Palavras neste mundo não existirão para exprimir sua natureza transcendental da mais pura, a mais nobre, a mais elevada, o mais escasso dos sentimentos e no entanto o mais cobiçado tesouro humano. Ele não se rende ao dinheiro, a riquezas, fortunas, mas que todos nós temos e que todos poupamos, guardamos, escondemos, pois acreditamos que em nossos corações pequenos e em nossos gestos ratos muito pouco há dele para dar, pois o espaço que lhe era reservado albergar é ocupado pela dor. Por que esquecemos que quanto mais dele dermos, quanto mais a ele nos entregarmos, quanto mais caridade dele fizermos, mais ricos nós nos tornaremos, não mais como homens, como simples seres humanos, mas como filhos de um Deus Supremo.
Martius de Oliveira
Quarta-feira, Setembro 03, 2008
OSHO - Like Atracts Like
Only a loving person — one who is already loving — can find the right partner.
This is my observation: if you are unhappy you will find somebody who is unhappy. Unhappy people are attracted towards unhappy people. And it is good, it is natural. It is good that the unhappy people are not attracted towards happy people; otherwise they would destroy their happiness. It is perfectly okay.
You meet people of the same plane. So the first thing to remember is: a relationship is bound to be bitter if it has grown out of unhappiness. First be happy, be joyful, be celebrating, and then you will find some other soul celebrating and there will be a meeting of two dancing souls and a great dance will arise out of it.
Don’t ask for a relationship out of loneliness, no. Then you are moving in a wrong direction. Then the other will be used as a means and the other will use you as a means. And nobody wants to be used as a means! Every single individual is an end unto himself. It is immoral to use anybody as a means.
A mature person is one who comes to know the other need: that now I have to love somebody.
And when you are ready to love somebody, a beautiful relationship will arise; otherwise not.
In that flowering you will attract some other flower. It is natural. Stones attract stones; flowers attract flowers. Then there is a relationship which has grace, which has beauty, which has a benediction in it. If you can find such a relationship, your relationship will grow into prayer;your love will become an ecstasy and through love you will know what the divine is.
Sexta-feira, Agosto 22, 2008
mensagens
uma das mensagens que uma amiga me trouxe esta semana fala dos sonhos ainda não alcançados e do tempo de espera. se vivermos em função do que não temos, a vida presente passa, numa vivência incompleta, infeliz. e é importante ser feliz no presente, apesar de não se estar a viver ainda a realidade imaginada. é importante viver o presente, apesar de tudo o que se não tem, apesar da realidade indesejda que teima em persistir. talvez seja preciso passar por ela, numa antecedência necessária do futuro.
Sábado, Agosto 02, 2008
Sexta-feira, Julho 11, 2008
a minha mensagem para hoje
pensávamos que corpo e emoção surgiam separados. hoje sabe-se, melhor sente-se, que assim não é. e isso gera um ciclo. a emoção gera reacções no corpo físico e o corpo físico gera emoções.
pensávamos que não tínhamos praticamente nada em comum com a maioria das pessoas. desenganemo-nos: vimos e caminhamos todos para o mesmo sítio. a viagem é que é diferente e a qualidade da experiência difere em todos os seres humanos.
pensávamos que os animais são nossos inferiores e nos deveriam servir. a natureza é uma só. universal. e nós somos 'apenas' mais uma das partes integrantes, não separável. somos diferentes. não necessariamente melhores. a história comprova-o. mas porque diferentes temos obrigação de mais para com os animais, para com os outros em geral, sobretudo connosco próprios.
a vida deve ser uma celebração, ainda que pelo caminho fiquem tantas coisas. alguns desalentos, tristezas. nascemos numa celebração. nascemos simples. deveríamos viver e morrer como tal. a vida como aprendizagem. o coração como caminho. e tudo seria mais fácil.
Domingo, Junho 22, 2008
Domingo, Junho 15, 2008
Chile - Acupunctura reconhecida pelo Sistema Nacional de Saúde

Não dei sangue porque faço Acupunctura
Tive um familiar que hoje foi dar sangue, ou tentou fazê-lo, e me ligou estupefacto a dizer: Não dei sangue porque faço Acupunctura!
Bem, às vezes nem que não se queira, é preciso rir face à ignorância e tacanhez que se vive neste país, porque não há outra razão que o explique. Meus amigos, são asseguradas as condições de higiene necessárias e as Agulhas são obviamente descartáveis, tal como nos hospitais públicos.
Já nem falo da vergonhosa discussão pública acerca da legislação da actividade, porque aí só chego a uma conclusão óbvia: emigrar para um país mais desenvolvido.
Enquanto noutros países as Terapias Alternativas já fazem parte do Sistema Nacional de Saúde, por cá ainda se discute a aceitação e legislação da Acupunctura. É ignorância, é tacanhez e é resultado conjunto de todo o atraso que Portugal vive relativamente aos seus parceiros comunitários.
Já era altura de aprender com os outros, já era altura de deixar de andar atrás e orgulhosamente sós, quando esse orgulho significa retrocesso.
É por isso que os nossos investigadores, escritores, artistas, etc. etc. se vão embora e são reconhecidos fora de casa.
Concluindo, porque nada é perguntado a respeito no boletim que se preenche previamente à dádiva de sangue, os responsáveis acreditam que se esterilizam sempre os aparelhos de furar as orelhas existentes nas Ourivesarias por esse país e às quais hoje em dia muita gente ainda recorre, que em cada barbearia se esterilizam sempre as lâminas/navalhas de barbear de uso tradicional e respectivas tesouras e que as outras lâminas são sempre descartadas a cada utilização, mas considera-se fazendo parte de um grupo com comportamento de risco quem faz acupunctura, onde as agulhas são sempre descartáveis.
Se é sinal de inteligência dançar conforme a dança, também concluo que isso por vezes cansa.
Quarta-feira, Abril 30, 2008
SOLIDÃO por CHICO BUARQUE
Solidão não é falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida... Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância.
Solidão é muito mais que isto. Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa Alma.



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